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21/1/2005 SÃO PAULO - O dólar acumulou forte queda frente às principais moedas nesta sexta-feira, com os investidores focando o fraco desempenho do Michigan Sentiment, que mede a confiança do consumidor norte-americano na economia do país.

Também pressionou a cotação do dólar frente às principais moedas internacionais, a declaração do presidente do Federal Reserve de Richmond, Jeffrey Lacker, que disse que a política monetária do país deve manter a inflação sob controle, mesmo com a desvalorização do dólar no mercado internacional.

Dólar acumula queda

Em uma sessão marcada pela desvalorização do dólar frente às principais moedas internacionais, o destaque no mercado de câmbio internacional, nesta sexta-feira, fica com a valorização de 0,69% do euro em relação ao dólar.
20/1/2005 SÃO PAULO - O preço dos Treasuries de 10 anos, títulos do Tesouro norte-americano, opera em queda nesta quinta-feira, com a especulação de que o rendimento dos títulos está num patamar muito baixo para oferecer uma compensação em relação ao risco de aceleração da inflação.

O preço dos títulos subiu em cinco das últimas seis sessões, levando seu rendimento a uma diferença de 0,95% em relação aos Treasuries de 2 anos na quarta-feira, o menor intervalo em mais de três anos.

Leading Indicators

Nesta quinta-feira, a organização sem fins lucrativos Conference Board anunciou, o Leading Indicators dos EUA, referente ao mês de dezembro. O indicador compreende vários índices já divulgados, como pedidos de auxílio-desemprego, custo de mão-de-obra, permissões para construção, entre outros.

No período em questão, o índice apresentou expansão de 0,2%, vindo em linha com das expectativas do mercado , e em linha com o índice revisado do mês anterior, que havia apurado avanço de 0,2%.

Rendimento dos títulos sobe

Os títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referencial de juros a longo prazo nos EUA, apresentam no momento rendimento de 4,19%. Ao mesmo tempo, os títulos de 5 anos rendem 3,70% e os de 30 anos 4,68%.
18/1/2005 SÃO PAULO - Na sessão desta terça-feira, não houve tendência clara entre os índices acionários europeus. Enquanto os índices de Paris e de Londres recuaram, a bolsa de Frankfurt conseguiu recuperar as perdas do início da sessão, terminando em leve alta.

O preço do petróleo no mercado internacional, que atingiu durante o pregão sua maior cotação das últimas sete semanas, foi o principal motivo do recuo do índices. No entanto, ações de petrolíferas da Europa avançaram pela perspectiva de maiores lucros.

Por outro lado, o setor de equipamentos de telecomunicações foi o destaque negativo, por conta do rebaixamento de classificação feito pelo banco de investimentos Lehman Brothers aos papéis do setor. As ações da Nokia e da Ericsson foram influenciadas negativamente.

Ações que se destacaram na sessão

Tendo sua classificação reduzida para neutra, as ações da Nokia, maior fabricante mundial de telefones celulares, encerraram desvalorizadas em 1,11%. Pelo mesmo motivo, os papéis da Ericsson, maior fabricante de equipamentos de telecomunicações da Europa, recuaram 1,79%.

Por outro lado, a alta cotação do petróleo, que chegou a ser negociado próximo aos US$ 50,00 em Nova York nesta terça-feira, impulsionou os papéis da petrolíferas. As ações da BP, maior no mercado de petróleo da Europa, encerraram valorizadas em 1,37%.

Já os papéis do setor siderúrgico recuaram, depois que a agência de classificação Standard & Poors declarou que os custos mais elevados com carvão e minério de ferro em 2005 podem reduzir a lucratividade das empresas do setor. Por isso, as ações da Arcelor, maior siderúrgica do planeta, recuaram 1,66% na sessão.

Bolsas de Londres recuou 0,47%

O índice CAC 40 da bolsa de Paris apresentou leve baixa de 0,17% e atingiu 3.875 pontos, acumulando no ano alta de 1,41%.

Por outro lado, FTSE 100 da bolsa de Londres encerrou em leve baixa de 0,47%, atingindo 4.824 pontos chegando a uma valorização0,20% no ano.

A Bolsa de Frankfurt, apresentou uma leve alta de 0,12% , atingindo 4.251 pontos, acumulando uma fraca valorização de 0,13%.

Já o Euro Stoxx 50, índice calculado pela agência Dow Jones e que mede o desempenho das 50 principais ações da Europa Continental fechou em leve baixa de 0,02%, atingindo a 2.963 pontos.

14/1/2005 SÃO PAULO - Com o objetivo de orientar os investidores e criar uma base de consulta para facilitar a tomada de decisões, a Planner Corretora de Valores enviou nesta semana o seu stock guide.

O guia de recomendações, além trazer suas indicações para o setor petróleo, petroquímico e químico, descreve os fatores que embasaram suas projeções.

Análise dos setores

Os analistas acreditam que os preços do petróleo não deverão subir neste ano, permanecendo praticamente estáveis, com leve tendência de queda em relação ao quarto trimestre de 2004. Já para o setor químico e petroquímico, as perspectivas são bastante positivas.

Os analistas acreditam que os preços das commodities petroquímicas permanecerão elevados pelo menos até meados de 2006. Porém, a partir desta data, devido à entrada em operação de algumas refinarias e outras fabricas de matérias-primas no Irã, os preços destes produtos devem acabar sendo pressionados.

O Irã pretende elevar sua participação neste setor, beneficiando-se de suas vantagens logísticas. No país, a maioria das refinarias se encontram próximas às reservas de petróleo.

Petrobras e Ipiranga Petróleo são os destaques do setor

Dentre as recomendações do setor petróleo, os destaques ficaram para as ações da Petrobras e da Ipiranga Petróleo.

Os analistas acreditam que a previsão de se tornar auto-suficiente em 2005 favorece a compra das ações da estatal. Se isso acontecer, as importações deverão cair significativamente.

Com isso, foi reiterada a recomendação de compra para as ações preferenciais da companhia, que deve encerrar 2004 com um lucro líquido de R$ 17,018 bilhões. Em 2005, o lucro líquido projetado estimado é de cerca de R$ 22 bilhões. Com um preço justo de R$ 103, o potencial de valorização se apresenta em 9,60%

Já para a Ipiranga Petróleo foi projetado um lucro liquido de R$ 295 milhões em 2004 e de R$ 330 em 2005. O preço alvo das ações preferenciais foi estimado em R$ 36, que, frente à cotação atual de R$ 29,60, corresponde a um upside de 21,6%.
11/1/2005 SÃO PAULO - Quem não conhece uma típica lojinha de bairro que passou de pai para filho, onde os proprietários chamam seus clientes pelo nome e já conhecem as preferências de cada um?

Pois esse pequeno comércio tradicional é mais resistente do que se imaginava. Assim conclui a última Pesquisa da Atividade Econômica Paulista (Paep), realizada pela Fundação Seade com base nos números de 2001.

Mercearia do bairro: pouca concorrência e clientes fiéis Embora o estudo revele que 70,5% do comércio paulista tenham se instalado durante a década de 90, o índice mostra também que os varejistas, especialmente os estabelecimentos de menor porte, são capazes de sobreviver por pelo menos dez anos.

Por estar longe dos centros consumidores, o comércio localizado nos bairros mais distantes não sofre tanto a concorrência das grandes redes de varejo. Como conseqüência, estes estabelecimentos não são obrigados a rebaixar seus preços a níveis inviáveis, nem precisam competir com produtos e serviços mais sofisticados. O ambiente favorável propicia a esse comércio uma clientela fiel e cria as condições necessárias para sua auto-suficiência a longo prazo.

Supermercados e armarinhos são os mais antigos A pesquisa da Fundação Seade mostra que alguns ramos de atividade são os mais tradicionais e existem há mais tempo, como o setor varejista de tecidos, armarinho, vestuário e calçado, que têm cerca de 36,77% de suas lojas fundadas antes da década de 90. Os supermercados também registram um índice alto (37,04%) de estabelecimentos anteriores a este período.

Em contrapartida, o varejo especializado é mais recente. Geralmente agrupado em nichos específicos dentro dos centros de venda mais conhecidos, este comércio enfrenta uma competição mais forte e precisa se especializar cada vez mais para conseguir sobreviver. Cerca de 75,41% dos exemplares deste setor foram criados na década de 90. Confecções de grife, perfumarias, lojas de instrumentos musicais ou de materiais para construção são alguns exemplos deste segmento.

Dólar comercial segue em alta acompanhando cenário externo

SÃO PAULO - Acompanhando o cenário externo, o dólar comercial segue operando em alta nesta terça-feira. O mercado ainda reage às declarações do presidente do Federal Reserve de Atlanta, que sinalizaram para a possibilidade de aumento mais significativos dos Fed Funds nas próximas reuniões do Fomc.

No cenário doméstico, os investidores assimilam a desaceleração do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), que verificou inflação de 0,2% na primeira prévia de janeiro, bem abaixo das expectativas do mercado.

O mercado não espera a intervenção do Banco Central nesta terça-feira, uma vez que o banco se comprometeu a não atuar no mercado de câmbio em dias de formação da Ptax. Essa será a primeira sessão sem a presença do BC desde o início do ano, contrariando as expectativas dos analistas, que esperavam redução do ritmo de compras em janeiro.

Dólar segue operando em alta

O dólar comercial opera cotado a R$ 2,7100 na compra e R$ 2,7130 na venda, alta de 0,33% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 2,9920, representando um ágio de 10,41% em relação ao dólar comercial.

Com esta alta, o dólar acumula valorização de 2,26% em janeiro, frente ao recuo de 1,65% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,26%.

Dólar futuro na BM&F também opera em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro opera cotado a R$ 2,734, alta de 0,26% em relação ao fechamento de R$ 2,727 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, opera em alta de 0,47%, atingindo R$ 2,760 frente aos R$ 2,747 do fechamento de segunda-feira.

Socopa reitera recomendação de compra de ações da Randon

SÃO PAULO - Com base nos dados divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) a respeito do mercado de veículos automotores, a Socopa reiterou sua recomendação de "compra" para as ações da Randon, de acordo com relatório divulgado nesta terça-feira.

Segundo a Anfavea, foram fabricados 106.947 caminhões em 2004, valor que representa uma evolução de 35,5% em relação ao ano de 2003. Destes, foram exportados 25.386 caminhões, representando uma elevação de 97,5% em relação a 2003. O destaque fica para o mês de dezembro que apresentou 46,8% de crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior.

Randon se beneficia do crescimento do setor

De acordo com a Anfavea, os modelos de caminhões mais produzidos pela indústria foram os pesados e semipesados, que possuem maior capacidade de carga. Isso aconteceu devido ao crescimento dos setores de agribusiness e das exportações de commodities.

Assim, as ações da Randon, que é líder no setor de implementos rodoviários e autopeças, tiveram sua recomendação de "compra" mantida pela Socopa, já que 45% de sua receita provém do segmento de implementos rodoviários, que foi grande destaque no mês de dezembro.

O relatório confirma as expectativas de bom desempenho da empresa pelos analistas da Socopa. Vale lembrar que as ações da Randon (RAPT4) acumularam ganhos de 8,15% nos últimos 30 dias, e perda de 2,28% no ano. Em 2004 o Ibovespa registra queda de 6,87%.

5/1/2005 SÃO PAULO - Impulsionado pelas perspectivas de manutenção das elevações da taxa básica de juro da economia norte-americana em 2005, o dólar segue se recuperando frente ao euro nesta quarta-feira.

A moeda norte-americana já opera abaixo dos US$ 1,33 por euro, após ter atingido cotação recorde no último dia 28 de dezembro, sendo negociado a US$ 1,3647 por euro.

A recuperação da moeda nesta quarta-feira é motivada pela divulgação da minuta da última reunião do Fed, divulgada ontem. No documento, a entidade confirma seus temores em relação a aceleração inflacionária e sinaliza para o enrijecimento da política monetária em 2005.

Moeda segue em recuperação

O destaque no mercado de câmbio internacional nesta quarta-feira fica com a desvalorização de 0,34% do franco suíço em relação ao dólar.
28/12/2004 SÃO PAULO - O dólar voltou a bater recorde negativo frente ao euro pela quarta sessão consecutiva nesta terça-feira. Os investidores seguem posicionando suas carteiras para uma maior desvalorização do dólar em 2005.

As especulações de que as autoridades monetárias tanto da Europa quanto dos Estados Unidos tolerarão maiores desvalorizações da moeda norte-americana no próximo ano diminui a demanda dos investidores pelo dólar e derruba a cotação no mercado de câmbio internacional.

Dólar cai frente às principais moedas

O destaque no mercado de câmbio internacional nesta terça-feira fica com a valorização de 0,09% do franco suíço em relação ao dólar.

Indústria têxtil gera mais de 80 mil empregos em 2004

SÃO PAULO - Considerado um dos segmentos de maior destaque da indústria de transformação brasileira, o setor têxtil e de vestuário gerou mais de 80 mil empregos formais de janeiro a novembro deste ano, e deve fechar 2004 com saldo de contratações de 82 mil trabalhadores. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Ambiente favorável

Segundo Haroldo Silva, coordenador do departamento de Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), a ampliação do ritmo de exportações do setor, somada ao aquecimento do mercado interno, foram os grandes responsáveis pela expansão do segmento têxtil em 2004.

Silva destaca também os investimentos produtivos que a indústria têxtil tem realizado há algum tempo. De acordo com ele, o setor investe cerca de US$ 1 bilhão de dólares ao ano desde 2001. Neste ano, as aquisições de máquinas e equipamentos aumentaram 30% em relação a 2003.

O resultado deste trabalho pode ser notado na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, onde a indústria têxtil expandiu seu nível de ocupação em 4,9%, na comparação entre novembro deste ano e mesmo período de 2003.

Dessa forma, o contingente de empregados do setor na grande São Paulo evoluiu de 70,4 mil para 73,8 mil funcionários, segundo pesquisa realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) em parceria com a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). Para se ter uma idéia, o aumento do quadro de trabalhadores da indústria como um todo foi de 3,8%.

Expectativas menos otimistas

Apesar do bom desempenho deste ano, Silva lembra que o crescimento em relação a 2003 ocorre em cima de uma base de comparação fraca. Como o nível de produção agora é mais elevado, ele acredita que 2005 registrará expansão menos intensa do setor, com a geração de 50 mil vagas de emprego, montante inferior ao verificado neste ano.

De acordo com o economista da associação, alguns fatores também devem frear a evolução da indústria têxtil, como o contínuo crescimento da carga tributária e a política de juros "desnecessariamente austera".

Há, ainda, a questão da política cambial, que não intervém na cotação do dólar e tem deixado a moeda norte-americana muito barata em relação ao Real. Para Silva, as exportações do setor podem ser prejudicadas caso o dólar permaneça abaixo dos R$ 3,00.

O cenário externo mais conturbado em 2005 também contribui para as previsões menos otimistas do setor. Entre as possíveis adversidades do ano que vem, estão o menor crescimento das economias internacionais e a expansão exagerada das exportações de produtos têxteis chineses.

Bolsas européias ganharam com consumidor dos EUA mais confiante na economia

SÃO PAULO - As bolsas européias seguiam em tendência mista no início da sessão, mas fecharam todas em alta nessa terça-feira, após a divulgação do Consumer Confidence dos Estados Unidos, que mede a confiança do consumidor norte-americano.

O patamar baixo do petróleo no mercado de Nova York, após o recuo da última sessão, também contribui para o otimismo do mercado europeu. Nesta terça-feira, a bolsa de Londres não operou novamente, por conta do feriado no país.

Melhora da confiança do consumidor dos EUA

Nesse sentido, foi divulgado nesta terça-feira, o Consumer Confidence, responsável pela mensuração da confiança do consumidor norte-americano referente ao mês de dezembro. O índice atingiu 102,3 pontos no período, bem acima das expectativas, que giravam em torno de 94 pontos, e acima, também, do índice revisado do mês de novembro, que apontou para 90,5 pontos.

O número mostra a avaliação do consumidor norte-americano quanto a situação atual e expectativa futura do desempenho de sua economia, fato muito relevante para as empresas européias que exportam cerca de metade de sua produção para os EUA.

O petróleo encerrou a última sessão em forte queda em Nova York, refletindo a expectativa de que um inverno menos rigoroso nos Estados Unidos e um maior compromisso da Arábia Saudita em atender a demanda pela commodity.

Destaques da sessão

Com o avanço da confiança do consumidor norte-americano em sua economia, as ações da Alcatel, maior provedora mundial de equipamentos para internet, fecharam em alta de 1,72%, refletindo as boas perspectivas de vendas para os EUA.

Já as ações da TUI, maior empresa de turismo da Europa, fecharam em queda pelo segundo dia consecutivo, pressionadas pelo desastre ocorrido na Ásia, após o fenômeno Tsunami, que deixou mais de 25.000 mortos. Com isso, os papéis da TUI encerraram em queda de 1,12% na bolsa de Frankfurt.

Por outro lado, as ações da Altana, quinta maior empresa farmacêutica da Alemanha, resgitraram ganhos, em função das perspectivas de bons resultados. Os papéis terminaram valorizadas em 1,33%.

Bolsas encerram em alta

O CAC 40 da bolsa de Paris fechou em leve alta de 0,19% atingindo 3.825 pontos e sua variação no ano acumula forte alta de 7,50%.

A Bolsa de Frankfurt, apresentou uma alta de 0,62% , atingindo 4.262 pontos, acumulando uma forte valorização de 7,48%.

Já o Euro Stoxx 50, índice calculado pela agência Dow Jones e que mede o desempenho das 50 principais ações da Europa Continental fechou em leve alta de 0,37%, atingindo a 2.955 pontos.
24/12/2004 SÃO PAULO - Com a expectativa de maior crescimento da economia norte-americana e a queda do dólar, os Treasuries, títulos do tesouro norte-americano, fecharam a sessão em baixa pelo segundo dia consecutivo.

O aumento da demanda por bens de consumo duráveis, dos gastos pessoais e da renda média elevaram o apetite por investimentos menos conservadores, reduzindo a demanda pelos títulos do tesouro norte-americano.

Outro fator que contribuiu para a elevação do otimismo em relação à economia foi a divulgação do Michigan Sentiment, índice que avalia a confiança do consumidor nos EUA. O índice atingiu 97,1 pontos em dezembro, acima da expectativa de 95,7 pontos.

Dólar bate recorde negativo

A moeda norte-americana atingiu sua menor cotação frente ao euro e quebrou pela primeira vez a barreira dos US$ 1,35 por euro. Esta desvalorização é benéfica para o mercado de ações, já que melhora as condições de exportação das empresas dos EUA.

Rendimento dos Treasuries sobe

Os títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referencial de juros de longo prazo nos Estados Unidos fecharam esta quinta-feira com rendimento de 4,22%. Por sua vez, os títulos de 5 anos rendiam 3,57% e os de 30 anos 4,84%.

Petróleo encerra sessão em leve alta em Londres, porém volta a cair em Nova York

SÃO PAULO - O petróleo encerrou nesta quinta-feira muito próximo da estabilidade tanto em Londres como em Nova York. Basicamente, o mercado realizou leve ajuste de preço contrariando às recentes movimentações de forte alta e forte queda das últimas semanas.

Motivada pelo inesperado aumento nos estoques de petróleo cru e derivados dos Estados Unidos, o petróleo caiu forte na última sessão recuando 4,08% em Londres e 3,32% em Nova York.

Como as perspectivas para consumo e estoques norte-americanos para o final de dezembro foram precificadas na quarta-feira, e não houve nenhum fato relevante nesta quinta-feira, a atual sessão não mostrou significativas alterações de preços.

Petróleo encerra em tendência mista

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 40,71 no pregão desta quinta-feira, leve alta de 0,17% em relação ao último fechamento.

Apesar do desempenho positivo de hoje, o petróleo acumula forte baixa de 10,55% neste mês de dezembro. Por sua vez, a variação no ano ficou positiva em 34,94%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 30,17 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em fevereiro de 2005, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 44,18 por barril, configurando uma baixa de 0,14% frente ao fechamento anterior.

Ibovespa termina essa quinta-feira em leve alta, último pregão da semana

SÃO PAULO - Em seu último pregão da semana, já que a bolsa não irá operar em véspera do Natal, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, terminou a quinta-feira em leve alta de 0,60%. Os investidores reagiram negativamente ao anúncio da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), mas o otimismo voltou a prevalecer ao longo da tarde, tendência verificada até o termino do dia.

O documento divulgado pelo colegiado do Banco Central sinalizou que poderão ocorrer novas elevações da Selic, taxa básica de juro, em ritmo mais acelerado, contrariando as expectativas de parte do mercado, que apostava em manutenção ou elevação apenas gradual do juro no início de 2005. A ata pressionou as ações pela manhã.

PPPs são aprovadas pela Câmara dos Deputados

No plano político, foi destaque a aprovação do projeto das PPPs (Parcerias Público-Privada) na Câmara dos Deputados na quarta-feira, após a aceitação do Senado, na terça-feira a noite. O projeto é positivo, pois estabelece normas para as empresas investirem em obras em parceria com a administração pública e viabiliza investimentos em áreas vitais.

No plano externo, o dia também foi de otimismo, com o anúncio de indicadores conjunturais dos Estados Unidos trazendo perspectivas favoráveis. A atividade econômica e a confiança do consumidor norte-americano estão crescendo, como sugerem os dados divulgados. As bolsas de valores do país acompanham ainda o noticiário corporativo e seguem em leve alta.

Destaques negativos e positivos

Dentre os componentes do Ibovespa, o destaque positivo ficou com as ações preferenciais da Petróleo Ipiranga, que encerraram em alta de 5,73%. Destaque também para os papéis ordinários da Embraer, que subiram 5,43%.

Impulsionou as ações o anúncio da venda de 16 jatos Embraer 170 para a norte-americana Delta Airlines, além da entrega da primeira aeronave do mesmo modelo para a empresa aérea alemã Cirrus. A companhia brasileira ainda conseguiu a homologação para produção do Embraer 175.

O destaque de queda ficou com as ações preferenciais da Telemig Celular Participações, que recuaram 3,84%. O mercado segue pessimista em relação ao potencial de valorização das ações da operadora de telefonia móvel de Minas Gerais, principalmente devido à redução das perspectivas de que o Grupo Vivo possa adquirir o controle da empresa.
22/12/2004 SÃO PAULO - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira, dia 22, a sua Pesquisa Mensal de Emprego (PME) referente a novembro.

O levantamento mostra que a renda média real para as pessoas ocupadas nas seis regiões metropolitanas analisadas permaneceu praticamente estável na comparação com outubro. Por outro lado, subiu 2,6% ante novembro de 2003.

Segundo a pesquisa, o rendimento médio da população ocupada em novembro foi de R$ 904,70, o que equivale a aproximadamente 3,5 salários mínimos. Em outubro, este valor estava em R$ 904,02.

Trabalhador informal aumenta seus rendimentos

O emprego informal no setor privado, ou seja, aquele sem carteira de trabalho assinada, foi o único a aumentar a média dos pagamentos reais a seus funcionários, com crescimento em novembro de 7% ante os valores pagos em outubro. Para estes trabalhadores, a renda passou de R$ 569,01 para R$ 608,70. O confronto com números de 2003 também acusa expansão: neste caso, de 4,4%.

Quem trabalha por conta própria, os chamados autônomos, viu seus rendimentos reais caírem 4,0%, na comparação mensal. O valor médio de rendimento decresceu de R$ 733,70 para R$ 704,70. Já em relação a novembro do ano passado, houve aumento de 3,8%.

Finalmente, os trabalhadores com carteira de trabalho assinada tiveram desempenho próximo da estabilidade, tanto na comparação mensal, quanto na anual. A variação sobre outubro deste ano foi negativa em 0,3%, já que a renda média real passou de R$ 919,19 para R$ 916,40. Na comparação com 2003, o salário pago aos empregados formais subiu 0,2%.

Porto Alegre registra aumento na renda

De todas as seis regiões metropolitanas observadas pelo relatório do IBGE, Porto Alegre foi a única capital a registrar aumento considerável na renda dos trabalhadores, que subiu 2,6%, passando de R$ 882,50, em outubro, para R$ 908,40, em novembro.

Rio de Janeiro (0,2%) e São Paulo (0,1%) apresentaram elevação quase nula na comparação mensal, enquanto Recife (-3,2%), Belo Horizonte (-1,1%) e Salvador (-1,1%) tiveram queda no rendimento médio real.

Em relação a novembro de 2003, todas as regiões protagonizaram elevação no salário médio real pago a seus trabalhadores: Rio de Janeiro (3,9%), Recife (3,7%), São Paulo (2,7%), Porto Alegre (2,3%), Belo Horizonte (1,3%) e Salvador (0,2%).

Nível de ocupação na RMSP cresce 4,9% em doze meses

SÃO PAULO - Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (22) pela Fundação Seade, e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) mostra que o nível de ocupação na Região Metropolitana de São Paulo, em novembro, manteve sua trajetória de crescimento pelo oitavo mês consecutivo, mas de maneira menos vigorosa que em meses anteriores.

A variação positiva foi de 0,2%, e indica que o número de pessoas ocupadas no período chegou a 8,302 milhões de trabalhadores, cerca de 17 mil a mais que a taxa verificada em outubro. Em relação a novembro de 2003, houve aumento de 4,9% no nível de ocupação, o que representa mais 390 mil pessoas no mercado de trabalho.

Segmento de Outros Setores cai em novembro

Entre os segmentos observados, a Indústria teve uma leve queda na comparação com outubro. Cerca de cinco mil trabalhadores foram eliminados do setor, uma baixa de 0,3%. O segmento Outros Setores - que inclui entre outros, construção civil e serviços domésticos, também teve declínio na quantidade de empregados: -3,1%, com 31 mil funcionários a menos na comparação com outubro.

Apesar dos números pouco favoráveis, na comparação com novembro de 2003 os dados são positivos: a indústria se expandiu 3,8%, com 58 mil novos postos de trabalho, enquanto Outros Setores teve expansão de 3,2% no nível de ocupação, ou 30 mil novos cargos criados.

O Comércio registrou o melhor resultado do mês: 1,5% de crescimento na comparação com outubro, algo como 19 mil novos empregados no setor. Em relação a novembro a expansão foi de 2,3%, ou 29 mil novos funcionários. O total de pessoas empregadas no Comércio no penúltimo mês do ano é de 1,295 milhão de pessoas.

Já o setor de Serviços também registrou expansão em novembro: 0,8% ante outubro, ou 34 mil novos contratados. O crescimento também se deu na comparação com igual mês de 2003, com uma expansão de 6,5%, o que resultou em 273 mil pessoas contratadas. O setor já tem 4,458 milhões de trabalhadores.

Setor privado fica estável em novembro

O crescimento reduzido no nível de ocupação em novembro, é decorrência da estabilidade dos assalariados no Setor Privado, que emprega o maior número de pessoas. O total de assalariados com carteira assinada aumentou 0,7%, com a ocupação de 24 mil novas pessoas, enquanto aqueles sem carteira assinada tiveram redução de 1,9%, ou 22 mil funcionários a menos.

Em novembro, o Setor Privado registrou 4,467 milhões de ocupados, sendo 3,321 milhões com carteira assinada e 1,146 milhão sem carteira assinada.

No setor Público o cenário foi mais positivo: houve um aumento de 2,5% na comparação com outubro, o que gerou ocupação de 18 mil novas vagas. Na comparação com novembro de 2003, a expansão foi ainda mais impressionante: 11,1%, ou 74 mil novos postos de trabalho. Com isso, 739 mil pessoas trabalham em alguma espécie de cargo público.

Por fim, o número de trabalhadores autônomos também teve crescimento: 1,2% na comparação com o mês anterior, e 3,0% ante o mês de novembro de 2003, o que fez com que 21 mil novas vagas fossem criadas em novembro, e, em doze meses, 53 mil novos postos de trabalho. No total, o penúltimo mês do ano registrou 1,802 milhão de trabalhadores autônomos.

Dólar comercial reverte tendência de alta e passa a operar em queda

SÃO PAULO - O dólar comercial reverteu a alta apresentada no início da sessão e passou a operar em queda nesta quarta-feira, com os investidores analisando o forte desempenho fiscal do setor público.

O superávit primário em novembro foi de R$ 6,857 bilhões, acumulando R$ 84,829 bilhões de saldo positivo de janeiro a novembro. O forte desempenho fiscal traz otimismo quanto à capacidade do país de honrar seus compromissos, o que fez com que o dólar revertesse a tendência de alta.

Vale destacar, entretanto, que caso o Banco Central realize novas compras, a cotação da moeda norte-americana pode voltar a subir.

Dólar comercial reverte e opera em queda

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,6920 na compra e R$ 2,6960 na venda, baixa de 0,19% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,0490 na venda, representando um ágio de 13,26% em relação ao dólar comercial.

Dólar futuro na BM&F também opera em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro está sendo cotado a R$ 2.702, baixa de 0,37% em relação ao fechamento de R$ 2.712 da última terça-feira. O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, opera em baixa de 0,32%, atingindo R$ 2.736 frente a R$ 2.745 do fechamento de terça-feira.
20/12/2004 SÃO PAULO - As vendas do comércio em todo o país andam de vento em popa. De acordo com o Indicador Serasa do Nível de Atividade do Comércio, divulgado nesta segunda-feira (20), os empresários do setor podem se animar com os resultados deste Natal sobre 2003.

Crescimento econômico impulsiona vendas de Natal As vendas a prazo e à vista cresceram 5,6% no período de 13 a 19 de dezembro, semana que antecede o Natal, na comparação com igual período em 2003. O indicador apontou ainda crescimento de 5,7% nas vendas à vista na mesma comparação. Na mesma direção, as vendas a prazo subiram 5,4%.

O motivo para os números crescentes, segundo a Serasa, se deve à retomada da atividade econômica, com aumento do emprego. Assim, um número maior de consumidores se mostra predisposto a gastar neste Natal, comprando tanto à vista como a prazo.

Ainda de acordo com a Serasa, o resultado poderia ser ainda melhor não fosse a renda do consumidor que continua achatada por conta dos reajustes das tarifas públicas e elevação das taxas de juros no crédito pessoal.

Apesar da desaceleração do IPC, Fipe espera alta de 0,60% no índice fechado

SÃO PAULO - A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) anunciou nesta segunda-feira a manutenção da projeção de 0,60% de alta para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) em dezembro.

Apesar de as duas primeiras medições do mês terem apresentado uma alta inferior à projetada, o economista Paulo Picchetti, coordenador do IPC, acredita em menores quedas nos preços dos alimentos.

No que se refere ao indicador para o mês fechado, o economista acredita que o item alimentos não deverá apresentar variação em relação ao mês anterior, o que deve acelerar a alta do IPC-Fipe. Vale destacar que o item alimentos vinha pressionando o índice para baixo, pois nas últimas quadrissemanas apresentou queda.

Inflação é impulsionada por combustíveis

Somente o item gasolina, em função dos recentes reajustes anunciados pela Petrobras para os preços domésticos do combustível, contribuiu com 0,10 ponto percentual para a alta do IPC. Vale lembrar que o item transporte subiu 1,43% .

Já a alta no preço do cigarro contribuiu para a inflação do item despesas pessoais, que subiu 1,38% e também foi um dos responsáveis pela elevada variação do índice.

Dólar volta a cair no mercado de câmbio internacional, com analistas apostando na baixa

SÃO PAULO - O dólar registrou queda frente às principais moedas nesta segunda-feira, com os investidores apostando no prolongamento da tendência descendente da moeda norte-americana no mercado internacional.

De acordo com os analistas, a fragilidade do dólar está levando os setores exportadores a protegerem seus investimentos acumulando a moeda única européia em detrimento da moeda norte-americana.

Dólar em queda no mercado de câmbio internacional Em uma sessão marcada pela desvalorização do dólar frente às principais moedas internacionais, o destaque no mercado de câmbio internacional nesta segunda-feira fica com a valorização de 0,74% do franco suíço em relação ao dólar.
 


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